Foi um seriado brasileiro de grande sucesso nos anos 60, cujos episódios giram em torno de uma família engraçada, incluindo o folgado Bronco.
Emissora: TV Record.
Transmissão Original: de 23 de maio de 1967 a 3 de julho 1971.
Duração: 60 minutos.
Temporadas: 5 (?? episódios).
Cores.
Companhias Produtoras: TV Record.
A Série.
Quando a Equipe A da TV Record (Newton Travesso, Manuel Carlos, Raul Duarte, A.A.A. de Carvalho) recebeu a incumbência de criar um programa humorístico com números musicais e esquema teatral, Travesso sugeriu um programa que narrasse a vida cotidiana de uma família de classe média, nasceu então A Família Trapo.
A maior dificuldade do seriado era escrever um script de 40 páginas semanalmente, mas Carlos Alberto de Nóbrega e Jô Soares davam conta do recado e tinham uma sintonia excelente.
O resultado foi que o programa tornou-se líder de audiência por quase três anos.
Uma animada plateia lotava os teatros da Record e Paramount, em São Paulo para assistirem as gravações do programa. Os ingressos eram cobrados, mesmo assim havia uma grande disputa por um lugar para acompanhar as engraçadas aventuras da divertida e confusa família Trapo – nome extraído da família Von Trapp, de A Noviça Rebelde.
O programa quase sempre apresentava convidados ilustres. É histórica a cena com Pelé, que humildemente recebeu lições de futebol de Bronco, num episódio até hoje reexibido pela Record, e um dos poucos que sobreviveu ileso a um desastroso incêndio na emissora.
A Família Trapo era gravada ao vivo, numa única sessão, e era inevitável que os improvisos fossem ao ar. Golias não escolhia lugar para loucuras, por várias vezes interrompeu os diálogos do programa para ir ao banheiro, sempre avisando: “Já volto!” Zeloni aproveitava a deixa para gozá-lo. “Está todo mundo sentindo o cheiro.” A plateia gargalhava.
Ao contrário de outros sitcoms em A Família Trapo os personagens tinham um passado. Era muito comum o personagem Zeloni, por exemplo, contar histórias da sua vida na Itália.
A História.
A Família Trapo contava divertidas histórias de uma família de classe média, cujos membros, todos mais ou menos malucos, viviam as voltas com o espalhafatoso Carlos Bronco Dinossauro (Ronald Golias), que não queria saber de pegar no batente e armava as maiores confusões quando o assunto era trabalho. Ele ainda infernizava a vida dos outros parentes.
Bronco morava na casa da irmã Helena Trapo (Renata Fronzi), que era casada com Peppino Trapo (Otello Zeloni), um imigrante italiano bom honesto, e a maior vítima das maluquices do cunhado. O casal tinha os filhos Verinha (Cidinha Campos) e Sócrates (Ricardo Corte Real).
Também havia na família o mordomo Gordon, que trabalha na residência em troca de comida e um pequeno salário, já que não conseguia arrumar um emprego noutra família pois comia muito.
O Retorno.
Quarenta e dois anos após o último episódio de Família Trapo, a Record voltou a gravar e exibir o humorístico. A produção fez parte da série de especiais que comemoravam os 60 anos da emissora e iam ao ar no final de 2013.
Com texto de Letícia Dornelles e Bosco Brasil, A Nova Família Trapo teve no elenco os atores Rafael Cortez, Katia Mores, Cacau Melo, Daniel Erthal, Patrycia Travessos, Bárbara Borges, Raul Gazola e Paulo César Grande.
É um seriado brasileiro dos anos 70 que conta as engraçadas histórias do personagem Azambuja, interpretado por Chico Anysio.
Emissora: Rede Globo. Transmissão Original: de 24 de março de 1975 a 11 de agosto de 1975. Duração: 50 minutos. Temporadas: 1 (21 episódios). Cores. Companhias Produtoras: Rede Globo.
A Série.
Com texto de Arnaud Rodrigues, direção de Paulo Afonso Grisolli e produção de Fernando Almeida estreou no dia 24 de março de 1975 na Rede Globo a série cômica Azambuja & Cia.
Depois de passar quase uma ano como quadro do Fantástico, o personagem Azambuja, vivido pelo comediante Chico Anysio, ganhou um programa autônomo, exibido uma vez por mês, às segundas-feiras. O último episódio da série foi ao ar no dia 11 de agosto de 1975, perfazendo um total de 24 histórias.
Azambuja foi inspirado em Zé, personagem de humor criado por Haroldo Barbosa, em 1950, na Rádio Mayrink Veiga e levado para televisão em 1967, na TV Record em São Paulo.
Ele aparecia só no final do quadro e não tinha sequer voz. O ator Germano Filho contava uma história que sempre terminava com “aí, o Zé chegou e…”. Retomando essa ideia, Chico Anysio criou o malandro Azambuja e utilizou o personagem primeiramente num quadro do programa Fantástico.
As cenas externas de Azambuja & Cia. eram gravadas em ruas que mostravam o subúrbio carioca. O interior das casas foi montado com características das residências de periferia. A cenografia era de Alfredo Pereira e Walter Lacer fazia a direção de imagem.
A História.
Azambuja & Cia. apresentava as histórias do malandro Azambuja e sua turma: Bililico, Nega Brechó, Steve Wonder, Pernambuco. Trivelato e MacPherson.
Na série, Chico Anysio também interpretava um menino criado dentro de apartamento que se encantara com as histórias contadas por Nega Brechó, filha de uma lavadeira que todas as semanas ia à sua casa.
Com ela, ele acabou embarcando num trem da Central do Brasil para conhecer as pessoas de que a moça tanto falava e que se tornam suas amigas e companheiras de aventuras. Chico Anysio era então o amigo rico da turma que se preocupava em tirar todos os outros da encrencas.
Só não entendo como uma série com formato de história em quadrinhos, que inevitavelmente atrairia um público infantil, possuía uma protagonista que canta ao som de “vou fazer você gemer, vou fazer você suar” e rebola sensualmente.
Emissora: ABC. Emissora no Brasil: TVS e TV Record. Transmissão Original: de 10 de setembro de 1977 a 18 de agosto de 1979. Duração: 15-30 minutos. Temporadas: 1 (28 episódios). Cores. Companhias Produtoras: Sid and Marty Krofft.
A Série.
A série O Garoto e o Gigante (Bigfoot and Wildboy) mostrava as aventuras do garoto do título e seu amigo Pé Grande, uma criatura coberta de pelos que era considerada por muitos como sendo apenas uma lenda.
O programa foi criado por Ken Spears e Joe Ruby e produzidos por Sid e Marty Krofft, para a Companhia 20th Century Fox e Irwin Allen Productions em 1977. O espetáculo fazia parte do programa Krofft Supershow, dividido em episódios de dois segmentos de quinze minutos. Também foi exibida nos Estados Unidos em 1979, pela ABC, com 28 novos episódios de 30 minutos.
Ray Young que interpretou o Gigante apareceu em muitas outras séries, incluindo um episódio da Mulher Biônica chamado Barcos de Ferro e Homens Mortos (Iron Ships And Dead Men) em 30 de março de 1977, mas não como o pé grande. Young morreu aos 59 anos, de câncer de pulmão em 6 de julho de 1999.
Dois episódios foram lançados nos anos 80 pela Embassy Video: Bigfoot and Wildboy Volume One e Bigfoot and Wildboy Volume Two, ambos fora de catálogo. A Columbia House lançou a coleção The World Of Sid and Marty Krofft, também contendo episódios da série. Em 2002 foi a vez da distribuidora Rhino Video lançar uma coleção de três DVDs também chamada The World Of Sid and Marty Krofft, que continha o episódio The Return Of The Vampire.
A História.
A série começou quando um pequeno garoto ficou órfão e foi levado pelo Pé Grande ao Noroeste do Pacífico, a criatura cuidou do menino durante 8 anos até que o menino ficasse adolescente. Ambos tornaram-se grandes amigos e juntos, Pé Grande e o Menino Selvagem, combatiam várias forças do mal na região onde moravam.
Pé Grande era uma figura lendária americana que parecia uma mistura de um animal, talvez um urso ou um gorila com um ser humano. Além de ser extremamente forte, Pé Grande podia também dar poderosos saltos chegando a alcançar lugares elevados ou percorrer grandes distâncias em pouco tempo.
Durante a primeira temporada da série o Pé Grande e o Menino Selvagem contavam ocasionalmente com a ajuda de Suzie, a filha mais velha (de 12 anos) do Guarda-Florestal Lucas, e durante a segunda temporada a dupla de heróis recebeu o auxílio de Cindy, uma estudante de arqueologia.
Muitos se recordam de quando o Menino Selvagem saia vestido em sua roupa de couro gritando pelo amigo Pé Grande e este em câmera lenta vinha correndo e dando enormes saltos.
No Brasil.
A série O Garoto e o Gigante chegou à TVS em 1981, onde era apresentada aos domingos às 10h, permanecendo no ar até 1982. Entre os anos de 1985 e 1986 o programa voltou a ser exibido na emissora, dessa vez ocupando o horário das 20h45 das terças-feiras.
Já em 1987, O Garoto e o Gigante foi transmitido pela TV Record, sempre aos sábados às 12h30, quando definitivamente saiu da programação brasileira e jamais foi visto em nossa telinha.
É uma série dos anos 70 sobre o caminhoneiro BJ, que viaja pelas estradas americanas junto com seu chimpanzé de estimação chamado Urso.
Emissora: NBC. Emissora no Brasil: TV Record e SBT. Transmissão Original: de 10 de fevereiro de 1979 a 1 de agosto de 1981. Duração: 60 minutos. Temporadas: 2 (48 episódios). Cores. Companhias Produtoras: Glen A. Larson Productions e Universal TV.
A Série.
As Aventuras de BJ era uma série de TV que misturava comédia e aventura, produzida por Glen Larson e Michael Sloan, apresentado originalmente nos Estados Unidos, pela rede NBC, entre 10 de fevereiro de 1979 a 1 de agosto de 1981, num total de 48 episódios, de aproximadamente 60 minutos cada.
O seriado utilizava um humor inocente e uma boa dose de ação. Durante o primeiro ano, B.J. e Urso viviam rodando as estradas americanas em busca de aventuras. A segunda temporada sofreu atrasos de alguns meses, devido a uma greve dos atores. Quando a série retornou em janeiro de 1981, estava totalmente reformulada, com BJ abrindo sua própria empresa na Califórnia.
Na nova temporada todos os personagens da primeira foram eliminados e agregados novos nomes como o Capitão Rutherford T. Grant, um corrupto chefe político da SCAT.
A música de abertura era cantada pelo próprio Evigan, intérprete do protagonista da série.
A História.
Billie Joe McKay era um caminhoneiro boa pinta, que trabalhava de forma independente, viajando pelas estradas em seu caminhão vermelho e branco. Durante suas viagens ele se envolvia em diversas aventuras, ao lado de seu fiel companheiro, o chipanzé Urso. Quando não estava metido com os policiais locais, B.J. passava seu tempo livre na “Country Comfort Truck Stop” (Parada de Descanso de Caminhões), propriedade de seu amigo Bullets. Seu maior inimigo era o xerife Lobo, que vivia procurando uma razão para prendê-lo. Mas B.J. não estava sozinho na luta contra o tal Xerife, ele tinha ao seu lado Wilhemina “A Raposa” Johnson, uma policial estadual enviada para vigiar o Sargento Wiley, e Tommy, outra caminhoneira.
O xerife Lobo, interpretado pelo ator Claude Akins, ganhou uma série própria pouco depois de sua participação em As Aventuras de BJ, graças a popularidade que o vilão alcançou com o seu jeito atrapalhado e furioso. Depois Lobo foi substituído por outros policiais corruptos, na forma do Sargento Beauregard Wiley e seus dois xerifes, Masters e Cain.
O herói se instalou na Califórnia e abriu sua própria empresa, que batizou com o nome de seu amigo chimpanzé. B.J. agora enfrentava o corrupto político conhecido como Rutherford T. Grant, que secretamente era o sócio da maior firma de transportes da Califórnia. Não aceitando qualquer tipo de concorrência para seus negócios, Grant fazia tudo que estava ao seu alcance para prejudicar a “Empresa Urso”.
Grant conseguia amedrontar todos os caminhoneiros que pensavam em trabalhar para B.J., isso obrigou nosso herói a contratar uma equipe composta exclusivamente de mulheres. Esse bando de beldades, incluía as gêmeas Teri e Geri Garrison, e a filha de Grant, Cindy. Outros personagens do novo elenco incluíam o Tenente Tim Steiger (assistente de Grant), e Nick (o garçom). O recrutamento de um time de caminhoneiras formado por belas mulheres não foi suficiente para evitar o cancelamento do programa.
No Brasil.
As Aventuras de BJ, fez um grande sucesso no Brasil logo em sua estreia em 1984 na TV Record com exibições nas tardes de domingo.
No SBT estreou nas noites de quinta-feira em 1986 e dois anos depois passou a figurar na programação dominical da emissora.
Emissora: Rede Globo. Transmissão Original: de 6 de maio de 1979 a 25 de outubro de 1979. Duração: 45 minutos. Temporadas: 1 (?? episódios). Cores. Companhias Produtoras: Rede Globo.
A Série.
Super Bronco foi um seriado humorístico em formato infanto-juvenil que trazia de volta à televisão brasileira o célebre personagem Carlos Bronco Dinossauro, ou simplesmente Bronco, interpretado pelo comediante Ronald Golias, recém saído da Praça da Alegria.
Bronco surgiu no rádio em 1955. O tipo gozador, irreverente, preocupado apenas em aproveitar a vida, fez sucesso na televisão, a partir de 1967, no seriado Família Trapo, da TV Record.
Em 1979, a TV Globo resolveu criar um programa inteiramente voltado pra ele.
Os textos eram de Carlos Alberto da Nóbrega e Lula Torres e a direção de Herval Rossano. Com a queda nos índices de audiência do humorístico a emissora trouxe Maurício Sherman para a direção, que por não se entender com Carlos Alberto acabou acarretando na saída do redator.
O seriado que era exibido semanalmente, aos domingos às 18h, não emplacou e acabou sendo cancelado poucos meses depois, quando já exibia reprises. Mas logo em seguida Golias foi contratado pela TV Bandeirantes. Em 1987 o personagem voltou à televisão no humorístico Bronco.
A História.
Bronco 99-99-99 era um extraterrestre, nativo do planeta Work, cujos habitantes construíram uma sociedade tão organizada e avançada que perderam o contato com as próprias emoções.
Ele era uma espécie de pária do seu povo, advertido inúmeras vezes por se recusar a trabalhar e por manter uma conduta irresponsável, sempre pronto a contar piadas e procurar apelidos para os colegas, inclusive seu chefe, que ele insiste em chamar de voz de veludo, não respeitando nem mesmo um computador central, encarregado de controlar a vida de todo o planeta.
Depois de várias advertências, ele é finalmente castigado com a missão educativa de investigar a vida e os costumes de um planeta muito mais atrasado do que o seu. Então numa noite de 1979 ele chega à Terra, trajando um macacão dourado de astronauta e viajando dentro de um gigantesco ovo.
Depois de um breve passeio de reconhecimento para analisar o comportamento dos terráqueos, o alienígena acaba fazendo contato com um deles, a jovem Toty (Liza Vieira). Os dois se tornam grandes amigos e Bronco passa a morar na casa do pai de Toty (Rogério Fróes), dono de uma loja de discos.
Enquanto tenta entender a raça humana e se adaptar aos costumes do novo planeta, Bronco se mete em várias confusões. Toty é a única a saber da sua verdadeira identidade e de seus vários superpoderes, como controlar aparelhos eletrodomésticos à distância, paralisar pessoas, tirar fotografias com as palmas das mãos, entre outros.