Galidor: Defenders of the Outer Dimension ou simplesmente Galidor foi uma série de televisão, uma mistura de ficção científica, ação, aventura, mistério e drama, criada por Thomas W. Lynch, também famoso pela criação de séries como “The Secret World of Alex Marck” e “The Journey of Alien Strange”.
O espetáculo é centrado ao redor da viagem de Nicholas Bluetooth, um garoto de 15 anos de idade, que possui um poder especial denominado como “glinching” que o permite transformar parte do seu corpo em diferentes tipos de máquinas especializadas. Ele é um herói impetuoso e normalmente gosta de agir primeiro e pensar depois, o que normalmente o coloca em situações de dificuldade.
A história tem início quando Nicholas recebe um estranho mapa na véspera do seu 15º aniversário, que acaba conduzindo ele e a sua melhor amiga Allegra Zane, uma garota de 14 anos, um gênio da computação, de temperamento calmo e centrado, totalmente oposto ao dele, a dimensão exterior.
Esse processo acontece através de um veículo de transporte dimensional escondido e apelidado por Nicholas de “Egg” (ovo), que o transporta a outra dimensão. Na realidade Egg era um módulo de navegação trans-dimensional, um veículo com o formato de um ovo azul, que se levanta em suas quatro pernas.
Nesta outra dimensão os dois encontram um grupo intrépido, que tentam salvar o reino de Galidor que está sendo ameaçado e cobiçado pelo sinistro Gorm. Ele é o vilão principal do espetáculo e já foi certa vez o aconselhador principal do Tribunal Real de Galidor, mas com o passar do tempo e sua cobiça acabou se tornando um ameaça da Dimensão Exterior.
Gorm conquistou muito reinos e por isso é também conhecido como o Conquistar de Mil Mundos. Sua maior ambição é conquistar Galidor e assim como Nicholas, ele tem o poder de “glinching”, só que de um nível mais fraco, poder esse que ele roubou de Nicholas quando ele era ainda um bebê. Entre as outras habilidades de Gorm estão a sua imensa força e um intelecto extremamente esperto.
Outros personagens habitam esse mundo estranho como Jens, um robô cientista principal do Tribunal Real de Galidor; Eurípedes, um estudante do Tribunal e possui a forma de uma rã antropomorfa grande e pertence ao reino de Arbo e é o último de sua espécie.
Outro elemento importante é Nepol, um guerreiro Siktari do reino congelado de Elta Siktar e é o líder do exército de Galidor e Lind, uma personagem de caráter misteriosa que aparece nos episódios finais. Ela é nativa de Galidorian e tem o poder de se dissolver num gel roxo, mas tem um grande apreço por Nicholas, entre outros personagens.
O espetáculo foi apresentado originalmente nos Estados Unidos pela FOX, entre 9 de fevereiro a 24 de agosto de 2002, num total de 26 episódios, de aproximadamente 30 minutos cada, em duas temporadas.
Yancy Derringer foi uma série norte-americana do gênero western, criado por Mary Loos e Richard Sale, produzida pela Derringer Productions e filmado em Hollywood pela Desilu Productions. O espetáculo foi apresentado originalmente nos Estados Unidos, pela CBS, em preto e branco, entre 2 de outubro de 1958 a 4 de junho de 1959, num total de 34 episódios, de aproximadamente 30 minutos cada, em uma temporada.
Na realidade a série foi baseada numa pequena história criada em 1938 por Richard Sale, mas que nunca foi mencionado, que falava das aventuras de um aristocrata que regressa para New Orleans, após o encerramento da Guerra Civil e passa a lutar contra os desordeiros. Neste pequeno conto, o personagem principal Derringer não tinha o primeiro nome de “Yancy”, que foi acrescentando depois para a série de televisão.
Para interpretar o jovem aventureiro Yancy Derringer para a pequena tela foi chamado o ator Jock Mahoney, que mais tarde se tornaria famoso pela sua interpretação de Tarzan no cinema. Na série de televisão, a história se passa logo após o final da Guerra Civil norte-americana e quando um ex-oficial chamado Yancy Derringer volta para New Orleans, no estado de Lousiana.
Em sua volta a cidade, ele que pertencia a uma boa família da região, portanto muito respeitado por todos, é convidado por John Colton, uma espécie de prefeito da cidade, para ajudá-lo a manter a ordem. Para isso, passa a interagir com a população secretamente, sem receber nenhuma espécie de honorário e desta forma ajudar Colton. Ele por sua vez era o único que sabia da atividade secreta de Derringer.
Yancy era um homem muito elegante, geralmente usava um terno branco, chapéu combinando com a roupa e uma pequena bengala, que continha uma espada escondida dentro dela, mas também mantinha uma pequena garrucha escondida debaixo de seu cinto para uma eventual emergência. Yancy vivia num Riberboat, uma espécie de navio que navegava pelos rios norte-americanos, que carregava um grande número de pessoas rio abaixo e com isso Derringer conseguia manter contatos com diversas pessoas.
Ele também contava com a ajuda de um silencioso índio chamado Pahoo-Ka-Ta-Wah, que se comunicava com Yancy através de gestos. O índio era um companheiro fiel de Yancy e também carregava uma arma escondida debaixo de seu cocar para qualquer emergência, mas na maioria das vezes, ele preferia agir utilizando sua faca.
Yancy e o seu amigo índio Pahoo viviam interagindo com as famílias de plantadores da região. Derringer também tinha uma paixão pela belíssima Madame Francine, de temperamento muito forte, muito bonita e que era um dos membros de uma casa de jogos de New Orleans. Mas, o seu amor antigo era a Miss Mandarin que com o passar do tempo tornou-se uma de suas melhores amigas, e sempre tinha um lugar especial reservado no Restaurante Szarack, ao lado de Yancy.
O espetáculo tem início num episódio denominado “Return to New Orleans”, que acontece em 1968, quando Yancy Derringer chega de volta para sua casa em New Orleans, sem nenhum dinheiro no bolso, após o final da Guerra Civil e descobre que sua esposa, Amanda Eaton, que vinha de família de plantadores da região, perderam tudo e a sua casa transformada num antro de jogo.
Em vista disso, John Colton ajuda Yancy a recuperar novamente a casa e depois pede a Derringer para que ele o ajude a reconstruir a cidade, como um agente especial. A personagem de Amanda Eaton, interpretada pela atriz Julie Adams, apareceu somente no episódio piloto da série.
Jock Mahoney nasceu como Jacques O´Mahoney, em 17 de fevereiro de 1919, em Chicago, e quando estava na universidade destacou-se como um grande atleta, principalmente em natação, basquete pois era muito alto, tinha um 1,93m e futebol americano. Na Segunda Guerra Mundial alistou-se como piloto e instrutor de natação para os homens rãs.
Ao término da guerra foi para Hollywood para ser dublê e onde realizou diversas cenas perigosas para John Wayne, Errol Flyn e Gregory Peck, entre outros. Quando começou a ter participações como astro em filmes de faroeste, o famoso Gene Autry colocou seu nome artístico de Jock Mahoney. Em 1949 foi cogitado para substituir Johnny Weissmuller, mas acabou perdendo a vaga para Lex Barker, mas chegou a fazer as cenas perigosas para ele como dublê.
Depois continuou participando de outros filmes. Em 1960 trabalhou no filme “Tarzan the Magnificent” onde fez o papel de um dos vilões do filme, mas a sorte sorriu-lhe novamente, quando Gordon Scott desistiu da carreira de Tarzan. Para substituí-lo, o produtor Sy Weintraub convidou Jock para interpretar o herói da selva e ele acabou fazendo dois filmes protagonizando Tarzan.
No último filme, Jock ficou muito doente, devido às doenças tropicais que adquiriu nas gravações na Tailândia e também porque já estava com bastante idade, 44 anos. Então em comum acordo com Weintraub dissolveu o contrato. Ficou um período se recuperando e depois voltou a carreira artística participando de seriados de televisão. Jock contraiu matrimônio por três vezes.
Na primeira vez casou-se com Lorena O´Donnell; a segunda com Margareth Field que é mãe da atriz Sally Field, mas Jock não é o pai verdadeiro, ele só foi padrasto. E por fim casou-se com Autumn Russel com quem viveu até a sua morte, no dia 14 de dezembro de 1989. O ator foi cremado e suas cinzas lançadas ao mar.
Wonderfalls foi uma série de televisão, uma mistura de drama e comédia, criado por Bryan Fuller e Todd Holland, produzido numa co-produção entre o Canadá e os Estados Unidos, com tema de abertura composta por Andy Partridge denominada “I Wonder Why the Wonder Falls”.
O espetáculo foi apresentado originalmente nos Estados Unidos pela FOX, entre 12 de março a 15 de dezembro de 2004, num total de 13 episódios, de aproximadamente 42 minutos cada e no Brasil também exibido pela televisão a cabo FOX. Apesar de 13 episódios terem sido produzidos, na realidade somente as quatro primeiras chegaram a ser exibidas nos Estados Unidos, devido as suas baixas audiências.
Somente em outros países em que a série foi vendida é que foram apresentadas em sua totalidade. O seriado é centrado numa jovem garota de 24 anos chamada Jaye Tyler, desencantada e vagamente narcisista, que trabalha numa loja de recordações aos pés da catarata do Niágara.
Porém, sua vida muda da noite para o dia quando ela começa a perceber que pode se comunicar com uma variedade de objetos inanimados que passam a dar sugestões, freqüentemente obscuras e aparentemente contraproducentes, para que ela possa fazer bom uso delas. No início da série, Jaye aparece como uma garota recém formada pela Brown University e também muito descontente com seu trabalho de balconista e vivendo num reboque.
Ela também evita sua família muito dominante, mas passa grande parte de seu tempo com sua melhor amiga chamada Mahandra McGinty (Tracie Thoms). Apesar de ser extremamente caótica a vida de Jaye, ela vê as coisas mudarem quando Jaye começa a ouvir objetos e animais lhe entregando algumas instruções.
No principio, Jaye não se mostra muito cooperativa, procurando pensar em outras coisas e até a cantarolar a noite quando ela é molestada por essas instruções. Mas as tentativas de ignorá-las ou freqüentemente ir contra essas mensagens acabam provocando resultados desastrosos e inesperados.
Com o decorrer dos episódios, Jaye passa a ficar mais disposta a seguir a instrução, embora ainda lute quando essas mensagens não dizem coisas que ela gosta. Aos poucos Jaye, sutilmente vai mudando sua personalidade, assim como vai percebendo que a sua má vontade acaba por afetar o mundo ao seu redor.
O Barão (The Baron) era uma série britânica de TV, criado por Robert S. Baker e Monty Berman, música de Edwin Astley, explorando o gênero de espionagem, muito em voga naquela época, produzida pela companhia Associated Television (ATV) e a Incorporated Television Company (ITC) e distribuída nos Estados Unidos pela ABC. A série foi inicialmente concebida como um substituto para uma outra série inglesa chamada The Saint (O Santo), mas acabou se firmando como um grande espetáculo.
A série foi apresentada na Inglaterra pela ATV, entre 28 de setembro de 1966 a 19 de abril de 1967. Nos Estados Unidos foi exibido pela rede ABC e no Brasil foi apresentado nos fins da década de 60, pela TV Bandeirantes, em preto e branco e passou quase que despercebidamente. Foi um espetáculo de curta duração com apenas 30 episódios, com duração de 60 minutos, em uma temporada somente.
O Barão era na realidade um personagem de um romance escrito em 1937, chamada “Meet the Baron” por John Creasy, cujo personagem principal, John Mannering era um ex-ladrão de jóias conhecido como Barão, que tempos depois passa a usar esses conhecimentos no combate ao crime.
Para que esse personagem pudesse ser aproveitado numa série de televisão, os produtores conseguiram a permissão para que o personagem do Barão sofresse algumas modificações significantes, tais como mudar a nacionalidade do personagem de britânico para norte-americano, entre outras, já que o objetivo principal era colocar esse espetáculo dentro do lucrativo mercado norte-americano.
Uma outra preocupação que os produtores tiveram foram em filmar a cores, porque no Reino Unido, as produções ainda eram lançadas em preto e branco e a televisão dos Estados Unidos praticamente já estava deixando de lado essas séries monocromáticas.
Porém, pouco tempo depois, os produtores ficaram sabendo que a rede rival norte-americana, a NBC, descobriu o que estava acontecendo e imediatamente solicitou novos episódios da série The Saint e ainda por cima levantou um fundo de apoio que permitia os episódios serem filmados a cores.
Diante destas circunstâncias, os produtores Baker e Berman concordaram em dissolver a sua sociedade, acreditando que dessa forma cada um poderia se beneficiar, assim como dar uma atenção maior e produzir independentemente as duas séries. Dessa forma, Berman ficou com o novo projeto The Baron e Baker retornou a produção de The Saint, associando-se a Roger Moore e formando uma nova companhia chamada Bamore, enquanto Monty Berman criava a sua própria companhia chamada de Filmaker.
TRILHA DE ABERTURA:
O próximo passo de Berman foi o de encontrar um ator ideal para papel principal, quando descobriu o ator texano, por volta dos seus quarenta anos, chamado Steve Forrest, irmão da atriz Dana Andrews. Mais tarde Forrest ficou internacionalmente conhecido pela sua atuação na série SWAT.
A série também contou com Terry Nation e John Moxey como supervisores do roteiro e Leslie Norman como um dos diretores para ajudar a estabelecer o estilo ideal para o espetáculo. Ainda quando a série estava em pré-produção, o roteirista Dennis Spooner, se uniu ao time, melhorando ainda mais o espetáculo.
Foto – Sue Lloyd
Berman e Spooner reescreveram vários episódios e também durante o processo introduziram novos personagens como a agente Cordelia Winfield, que foi interpretada pela atriz Sue Lloyd, que na época estava com 26 anos. A personagem Cordelia foi criada para injetar um pouco de humor ao roteiro, fazendo um contraponto ao personagem de John Mannering, que era extremamente sério, como o próprio Steve Forrest.
Foto – Paul Ferris
Antes de se criar Cordelia, um outro personagem chamado David Marlowe havia sido desenvolvido, interpretado por Paul Ferris, para fazer esse contraponto, mas depois que quatro episódios foram filmados e enviados para apreciação na rede ABC, nos Estados Unidos, os executivos da emissora preferiram a personagem Cordelia e assim, gradualmente o personagem de Paul Ferris passou a ter menos participação, até desaparecer por completo, pouco tempo depois.
O outro personagem criado era o chefe da SNDI, John Alexander Templeton-Green, interpretado pelo ator veterano Colin Gordon, que passava algumas tarefas para Mannering, que em troca de imunidade diplomática sempre que ele precisasse viajar para fora do país.
Assim, como o herói da série The Saint, que tinha a sua disposição um belíssimo Volvo, o Barão também conseguiu o seu, já que o fabricante de carro Jensen o proveu com um CV8 MkII, de 6.2 litros, com um poderoso motor V8 da Chrysler, o suficiente para deixar qualquer “Santo” de boca aberta.
Quase todos os episódios da série O Barão, era centrada em John Mannering, um barão de gado norte-americano, que cansado dessa vida, resolve se fixar no mundo das antiguidades, mas vira e mexe acaba se envolvendo com algum crime ou intriga, onde passa a desmascarar agentes de seguro fraudulentos, tentando obter raras coleções ou ajudando algum amigo que estava sendo chantageado e forçado a vender a sua valiosa coleção e até mesmo tentando vender um falso Renoir. As aventuras de Mannering, o leva a vários lugares como Londres, atrás da Cortina de Ferro, Nova Iorque, Suíça, entre outros
A ações desta série de aventuras tinham uma verdadeira qualidade, um toque enigmático do ator principal, sem esquecer da sua encantadora assistente Cordelia e um time de produção, que incluíam os melhores do Reino Unido, mas apesar de tudo isso ela não conseguiu emplacar nos Estados Unidos, o que acabou fazendo com que o espetáculo fosse cancelado, logo ao final da primeira temporada, apesar de um início promissor e ter sido mudo bem recebido no Reino Unido.
Elenco
Steve Forrest (John Mannering - The Baron) Sue Lloyd (Cordelia Winfield) Paul Ferris (David Marlowe)